Wednesday, October 31, 2007
'acho que a gente já se teve demais'
Há tempos que tudo havia mudado. Eram dois estranhos dividindo uma mesma cama, mas não mais os mesmos sonhos.
O silêncio tomava conta do apartamento, a não ser quando ele colocava pra tocar na vitrola os seus discos do Chico Buarque. Ela odiava e saia para caminhar.
Eles evitavam cruzar o mesmo caminho, assim não precisavam trocar olhares, nem palavras.
Era sexta feira, ele havia acabado de sair do bar e no caminho de casa pensava em como falar pra ela que não tinha mais jeito, era hora de se separar.
Ao entrar no apartamento levou um susto. Havia caixas fechadas pelo corredor, algumas prateleiras estavam vazias e ele sentiu uma estranha sensação.
Ela saiu do quarto, com o cabelo bagunçado, uma roupa desleixada, cheia de livros na mão.
Os dois passaram algum tempo se olhando.
Foi quando ele percebeu o quanto ela era realmente linda e como ela era importante para ele. Ela lembrou dos momentos em que somente ele a entendia e da primeira vez que ele disse ‘eu te amo’.
Eles se aproximaram e se beijaram como há tempos não faziam.
O silêncio tomava conta do apartamento, a não ser quando ele colocava pra tocar na vitrola os seus discos do Chico Buarque. Ela odiava e saia para caminhar.
Eles evitavam cruzar o mesmo caminho, assim não precisavam trocar olhares, nem palavras.
Era sexta feira, ele havia acabado de sair do bar e no caminho de casa pensava em como falar pra ela que não tinha mais jeito, era hora de se separar.
Ao entrar no apartamento levou um susto. Havia caixas fechadas pelo corredor, algumas prateleiras estavam vazias e ele sentiu uma estranha sensação.
Ela saiu do quarto, com o cabelo bagunçado, uma roupa desleixada, cheia de livros na mão.
Os dois passaram algum tempo se olhando.
Foi quando ele percebeu o quanto ela era realmente linda e como ela era importante para ele. Ela lembrou dos momentos em que somente ele a entendia e da primeira vez que ele disse ‘eu te amo’.
Eles se aproximaram e se beijaram como há tempos não faziam.

Enquanto o sol timidamente surgia no horizonte, ela abria os olhos, ele a observava. Não havia mais nada a dizer, era a hora de cada um seguir o seu caminho.
Os dois sabiam que já haviam vivido o suficiente ao lado um do outro e que apesar de difícil, a despedida não precisava ser dolorida.
Cada um seguiu seu caminho levando as lembranças de dias coloridos, mesmo quando nublados, e a certeza de terem feito o melhor ao outro.
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ilustração; roy lichenstein
título; criaturas - como eu entendo o amor.